Vidas ao vento

Kaze Tachinu

yoko_out

Diretor e Roteirista: Hayao Miyazaki
Produção: Toshio Suzuki
Música: Joe Hisaishi
Estúdio: Studio Ghibli
Distribuição: Toho
Duração: 126 minutos
Classificação etária: 12 anos
Lançamento: 20 de julho de 2013 (Japão)

“Vidas ao vento” é o último filme dirigido por Hayao Miyazaki antes dele se aposentar. É uma obra biográfica sobre o personagem Jiro Hoshikoji. É baseado no mangá homônimo feito pelo próprio diretor do filme em 2009, no qual, por sua vez, é uma adaptação de um livro chamado “The Wind Has Risen” escrito entre 1936 e 1937 por Tatsuo Hori.

A princípio, Hayao iria dirigir uma sequência do filme “Ponyo”, mas foi convencido em adaptar o mangá que ele fez como hobby.

A história começa em 1916. O jovem Jiro Hoshikoji ama aviões e gostaria de projetar um, mas pensa que para isso necessitaria ter que pilotá-lo e, sua falta de uma boa acuidade visual, o impossibilitaria a isso. Ao ler um livro referente e ter um sonho conversando com o famoso engenheiro aéreo italiano, Caproni, ele descobre que poderia ser apenas um designer de aviões e não necessariamente precisaria tornar-se um piloto. Então ele começa a se esforçar para atingir este objetivo.

[spoiler]Sete anos depois, Jiro está em um trem que o levará na universidade na qual estudará engenharia aeronáutica quando, de repente, acontece um terremoto. Neste episódio ele ajuda a empregada de uma garota que o cativa.

Em 1927, Jiro se forma na sua universidade e é escalado, devido se destacar nas atividades acadêmicas, a ir para a Alemanha ajudar a construir aviões para a guerra que se aproximava.

Já em 1932, Jiro foi promovido a designer chefe nos aviões de combate. Infelizmente, seu design falha. Após isso, ele vai relaxar e descansar um pouco em um resort. Lá ele reencontra a garota que havia o cativado anteriormente, Naoko.

Após umas paqueras entre os dois, Jiro a pede em casamento e se noivam, decidindo se casar apenas quando Naoko se curasse de sua Tuberculose. No entanto, Naoko prefere deixar de se tratar corretamente para ficar mais tempo próxima ao seu amor (já que moravam longe devido ao trabalho de Jiro). Para morarem juntos a única maneira seria se antecipassem o casamento e é isso que eles fazem.

O relacionamento dos dois, eu achei um pouco estranho. Jiro aparentemente não se preocupava tanto que Naoko ficasse no hospital buscando se curar, desde que ela ficasse com ele o maior tempo disponível. A forma repentina em que eles decidiram se casar, sem nenhum preparo, apesar de engraçada, também foi bastante peculiar. Talvez, o fato do Jiro suspeitar que a doença seja incurável (o tratamento e cura apenas se tornaram efetivos no ano de 1946) tenha favorecido na decisão dele em permitir as escolhas de sua cônjuge. A relação dos dois foi baseada na relação de Tatsuo e sua noiva.

Jiro acaba tendo o sucesso em seu novo protótipo. O filme acaba com mais um sonho dele conversando com Caproni. Neste sonho, além de subtender que Naoko havia morrido, Jiro comenta se arrepender de suas obras terem sido usadas para a guerra. Mas Caproni o anima dizendo que o sonho de Jiro em criar um bonito avião foi realizado.[/spoiler]

O áudio é um espetáculo à parte. Além de contar com bons dubladores; atores e diretores famosos também emprestaram a voz para alguns dos personagens. O personagem principal, Jiro Hoshikoji, teve sua voz japonesa proveniente do Hideaki Anno (famoso diretor japonês responsável por obras como a animação Neon Genesis Evangelion entre outros grandes feitos!!) e a voz americana provinda do ator Joseph Gordon-Levitt. Outro famoso diretor a emprestar sua voz para um dos personagens foi o alemão Werner Herzog que dublou Castorp (um famoso desiner alemão que Jiro encontra no resort) na versão americana. Outro aspecto interessante em relação ao áudio foi que os efeitos sonoros foram criados com vozes humanas! Assim, os sons dos motores dos aviões e do grande terremoto contaram com o auxílio de um grande coral.

Jiro também me lembrou bastante, fisicamente, o personagem Tatsuo Kusakabe que aparece no filme “Tonari no Totoro”, também dirigido pelo Hayao Miyazaki. Além do fato de [spoiler]ambos personagens possuirem cônjuges sofrendo por tuberculose…[/spoiler]

Concluindo, filme é bom, mas eu esperava mais. Verdade que pela crítica ele foi bastante bem avaliado, possuindo indicações e premiações para diversos prêmios. E, com certeza, eu não tiro seu mérito! Produção foi um espetáculo e provavelmente agradará muitas pessoas que o vejam. Porém, pessoalmente falando, ele está longe de ser um dos melhores filmes do Studio Ghibli.

“All I wanted to do was to make something beautiful”

Referências:
IMDb
Tuberculose
Wikipedia
Wikipedia – pt/br
My Anime List
E o caderno disponibilizado na Mostra de Filmes que ocorreu em Brasília

Obs.: O blog completou 2 anos ontem! O_O

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